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domingo, 5 de agosto de 2012

AMR - Don't Wanna Go Home (Jason Derülo)

Análise: Primeiro single do álbum Future History. Lançado em Maio de 2011, alcançou #14US e #1UK,



Vai logo e fica quieto!


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Jason Derülo é uma espécie de Chris Brown sem luvas de boxe e um melhor talento vocal. De resto, a relevância total não é lá muito diferente - canso  de dizer que este mercado está saturado e sem qualquer novidade, algo que realmente dê para tirar deste balaio. E um bom exemplo é o fato de seu segundo álbum, Future History, ter vendido quase três vezes menos que seu álbum de estréia (13.000 cópias e 43.000 cópias, respectivamente). Ou seja, a novidade passou e nada vindo dela ficou para contar história (sacou?).

A linha do Derülo é mais puxada para o R&B, contra o misto de R&B, Hip-Hop e bosta que ouvimos do Chris Brown (como "bosta" pode-se incluir coisas como "I Can Transform Ya", "Look at Me Now" e "Kiss Kiss"). O que nos isenta de um mais do menos e nos dá um pouco mais de variedade. Mas a coisa toda não se sai tão bem quanto soa - mesmo com uma forcinha do passado.



"Don't Wanna Go Home" já está distante do rótulo R&B citado anteriormente. É um Dance feito para as pistas de dança, porém acredito que se sai melhor neste quesito se for remixado - preferencialmente em forma de mash-up com a canção do qual sampleia. No caso, estamos falando de "Show Me Love", da cantora Robin S, que fez muito sucesso em 1994 - aliás, esta canção já foi muito sampleada. Mas como o sample não foi lá muito significativo, a canção acaba por ficar em mérito próprio (sem falar que também existem fragmentos de "Day-O (The Banana Boat Song)" de Harry Belafonte ali, também deixando a coisa na mesma).

Este single foi a melhor coisa já saída da carreira de Jason e é melhor que quase tudo que tenha vindo do Chris Brown - o que é, com certeza, um puta lucro. Derülo mostrou, inclusive, que sabe dançar. Quem sabe o mundo não esquece a arte boxeadora de Brown e não dê atenção para este rapaz que, apesar de ainda não estar lá em cima, mostra que um mínimo de jeito tem.

domingo, 12 de dezembro de 2010

AMR - Indestructible (Robyn)

Indestructible é o 1° single do álbum Body Talk, da cantora e compositora sueca Robyn .

Alcançou, até o momento, um modesto #30 nas paradas Dance do Reino Unido.



O começo da carreira de Robin Miriam Carlsson , ou simplesmente Robyn, é muito semelhante ao de atos dos anos 90 como as Spice Girls e P!nk (inclusive com quem parece até fisicamente), com hits como Show Me Love e Do You Know (What It Takes), pautados no dance pop e a sua mistura com o R&B, que na época era oportuna. Essas canções não são exatamente clássicos, mas fizeram sucesso na época - o que nos leva a pensar como uma forma de música pode perder o sentido com o passar de apenas alguns anos (as duas canções datam de 1997).


Capa da edição americana de seu primeiro álbum, Robyn Is Here

A coisa começa a ficar realmente interessante na metade dos anos 2000. Em 2005, Robyn lança seu próprio selo, a Konichiwa Records, que tem como objetivo principal lançar trabalhos da artista. Tudo começou com uma briga entre a cantora e sua antiga gravadora, a Jive (Britney Spears, Justin Timberlake), que não curtiu muito o som voltado para o electropop da faixa Who's That Girl, do álbum Robyn, também de 2005. Vale lembrar que o estilo virou tendência de 2007/2008 em diante, impulsionada principalmente por uma cantora ítalo-americana, que diz ter se inspirado do electropop e dancepop europeu! Podemos estar nos deparando com uma das precursoras do movimento do pop atual - mesmo que esta não tenha lá carisma o suficiente para usufruir dos seus enormes lucros.

Indestructible é exatamente a continuação dessa onda que se evidenciou desde 2005 no trabalho da cantora - e que finalmente a agraciou com uma identidade.



A canção parece tratar da união de dois amantes e uma possível dificuldade que a interlocutora teria de se relacionar com as pessoas certas - que é o caso de 90% das pessoas que eu conheço. É bonitinha, mas nada demais nesse sentido. Interessante é que o arranjo - baseado em sintetizadores - dá um tom dramático e sério, coisa difícil para canções nesse estilo ; há também a presença de um violino, que ajuda a quebrasr um pouco o clima lúdico de outros trabalhos da cantora, como Fembots e Konichiwa Bitches.

É uma canção não muito mais do que adequada, mas indicada para quem queira curtir um pouco do pop do velho mundo - que, ironicamente, acabou invadindo os Estados Unidos e se tornando o pop do mundo inteiro.

Vídeo-clipe :