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quinta-feira, 9 de junho de 2011

AMR - Something About You (Cary Brothers)

Análise: Canção do álbum Under Control, do cantor de Indie Rock Cary Brothers. Álbum lançado em Abril de 2010.


Super Cary Brothers!

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Vamos sair do mainstream e ir pra algo mais profundo. Tipo o Mario quando entra pelo cano (Mario Bros, Cary Brothers, sacou??).

Cary Brothers é um músico da cena alternativa que conseguiu certo reconhecimento, tendo suas canções licenciadas para várias trilhas-sonoras de filmes e programas de televisão. Sua canção "Blue Eyes" foi sua introdução ao mainstream (pelo menos ao máximo que um músico alternativo pode chegar de um mainstream). Seu Rock não tem nada escrachado ou barulhento, como geralmente costuma ser (principalmente considerando que me senti um pouco frustrado ao ouvir tantos bons referenciais de alternativos como Sonic Youth e depois acabar ouvindo um som cru e mal diluído - o que piorou quando tentei fazer uma audição mais profunda do seu filho bastardo, o Nirvana, que apesar de ter um som bem melhor, ainda sim me frustrou).

No seu segundo álbum, Under Control, Brothers fez uma cover de "Something About You", da banda Level 42 (1985). O Level é uma banda com um som diferente, e sua versão de "Something About You" e o triste single "It's Over" são seus expoentes maiores. O segundo citado é com certeza uma das mais belas peças das melodias tristes em geral. E o Funk de branco, o New Wave do Level 42 foi transposto para o Indie de Cary Brothers. E o que aconteceu?


Não vou dizer que um ficou melhor do que o outro e coisa do tipo. O que aconteceu é que, se a canção tinha uma outra faceta, um novo caminho a ser explorado, uma sobrevida, algo mais a oferecer, isso foi aproveitado aqui. Se você quer ouvir a canção mas diferente de um Funk dançante para se cantar no chuveiro ou dançar sozinho na sala, vai com certeza colocar o trabalho de Cary e refletir. Um sentimento parecido pode ser sentido com a versão de "Lovesong" do The Cure feito pela cantora Adele - a cantora inglesa colocou emoção extra em cima da faixa, tornando a canção que Robert Smith fez de presente de casamento para sua esposa algo ainda mais belo.

Nem preciso dizer que a projeção geral que artistas como Cary Brothers tem é mínima. Se ele não é capaz de sair por aí gravando um vídeo-clipe nu, sair para uma noite de autógrafos usando um par de chifres amarelos com bolinhas azuis ou qualquer outra babaquice que venham a inventar, ele sempre estará no seu bom e velho underground* - e quem disse que isso é ruim?


* Não sei se expressei de maneira clara o que eu quis dizer. Então aí vai: Hoje em dia, ouvir a música é o que menos interessa. O que importa mesmo é fazer "barulho", aparecer pelos motivos mais torpes e fúteis. Se você é um artista de talento, consegue cativar e agradar de verdade e ainda faz tudo isso, até que é perdoável. Agora, se você consegue encontrar isso em gente como Paris Hilton, você não é alternativo, eclético ou descolado. Você é surdo.


Versão original do Level 42:

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AMR - 2000's Jukebox 5

Artista: Evermore & Dirty South
País de Origem: Nova Zelândia
Estilo: Rock Alternativo, Rock Indie, Electro-rock
Hit da Jukebox: "It's Too Late" (2006 - versão remix, #1AUS)


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Um banda de rock alternativo da Nova Zelândia. Acho que não conhecemos muitas destas por aí, principalmente que faça algum sucesso considerável. Geralmente elas ficam restritas ao próprio país - assim como a maioria das bandas brasileiras. Pois bem, o caso do Evermore não é muito diferente. Seu sucesso se limita, além do seu país, a Austrália e França.

Banda formada pelos irmãos Hume, em 1999. Atualmente residem na Austrália - por motivos óbvios em seguida explicados. Misturam o som indie com um pouco de música eletrônica. Apesar de não serem um sucesso absoluto no mundo, têm vendagens expressivas no geral.


Inicialmente, "It's Too Late" teve apenas um impacto menor (#16AUS e #69FR). Na Austrália, ainda teriam coisa melhor a mostrar, porém, na França este é o único single significativo. Uma banda ser mais alternativa, só sendo da Nova Zelândia mesmo. Porém...

O DJ australiano Dragan Roganović, conhecido como Dirty South resolveu fazer um remix desta canção. O projeto foi chamado de "Evermore vs Dirty South". Lançado em 2006, as modificações feitas pelo DJ acenderam o interesse na canção, fazendo-a chegar a #1AUS. Ou seja, na Austrália, claro. Pois na Nova Zelândia não mudou nada...

A canção tem leves influências de música eletrônica, com um clima um tanto soturno em algumas partes e frenético em outras. Mas mesmo sendo diversificada neste ponto, é o clima soturno que se sobrepõe. A voz do vocalista Jon Hume está em um tom de lamentação, que se encaixa com o clima. Apesar de em alguns momentos a interpretação soar exagerada, não compromete o resultado final.


O vídeo-clipe se passa numa espécie de pântano, filmado com ausência de cores, com os irmãos Hume tocando seus instrumentos e cantando uma letra um tanto pessimista. Dá até pra dizer que eles são pioneiros ao inventar o Indie-Emo.

Talvez devessem dar mais valor musicalmente a países como a Nova Zelândia (ou a Austrália, já nem sei).