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sábado, 13 de julho de 2013

AMR - Who Do We Think We Are (John Legend)

Análise: Primeiro single do álbum Love In the Future, do John Legend. Lançado em Março de 2013.


... uma flor?

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John Legend é um ótimo músico. Não tem grandes canções, mas tem boas habilidades vocais e instrumentais. Com "Ordinary People", ele apareceu mais e com a bela "P.D.A. (We Just Don't Care)" (que foi muito mal nas paradas, mas que é uma de suas canções mais lembradas) ela começou a consolidar seu nome. Com a divertida "Green Light", gravada com o cantor Andre 3000 do Outkast, ele mostrou que também entende "do agito".

De um modo geral, Legend nunca foi um artista do mainstream. Ele está mais para um artista cult, que é um modo de dizer que ele é um bom artista mas que não ganha tanto dinheiro. De qualquer forma, é justamente o artista nesta linha que mantém as coisas em um nível adequado, sem vandalizar a música com o comercialismo exacerbado.


O single atual fica bem na linha de "Ordinary People", algo mais brando de desolado. Para quem gosta de algo mais Soul, é um prato cheio. Porém, para quem "P.D.A. (We Just Don't Care)", falta um clima mais específico. Algo mais especial, digamos. Mas para que quer apenas ouvir, tá de bom tamanho. John Legend tá muito melhor que Justin Bieber, obviamente...

Se você gosta de caras como Brian McKnight e talvez até Michael Bublé, a música de John Legend vai encaixar bem na sua biblioteca musical pessoal. Vai fundo, pois apesar de não ser para qualquer um, tem qualidade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

AMR - Back to Black (Beyoncé e André 3000)

Análise: Cover da canção gravada por Amy Winehouse em 2007. Lançado em Abril de 2007.


Back to Hell é mais adequado...

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Eu relutei muito antes de partir para isso. Eu ouvi esta versão - sou fã da original e de sua interprete - e internamente havia resolvido deixar isso de lado. Mas resolvei depor a respeito. Afinal, é uma grande canção de uma grande artista interpretada por uma grande artista e pelo André 3000 (do duo Outkast). O que poderia acontecer de um projeto assim?

Antes, alguns esclarecimentos: Jay-Z é um dos produtores-executivos do filme O Grande Gatsby, e sugeriu a cover na trilha do filme. O diretor Baz Luhrmann aceitou a sugestão. Aliás, Mitch Winehouse, pai de Amy, sequer havia sido informado - e reclamou direitos autorais para doar o dinheiro para caridade. E sobre a faixa, Mitch não foi lá muito favorável...


Mitch simplesmente disse que André deveria ter deixado Beyoncé fazer tudo sozinho. Com isso você pode imaginar como foi a performance vocal do cara. E concordo plenamente com Mitch. André tenta algum tipo de maneirismo pseudo-moderno, que mais faz parecer que ele tá drogado ou com algum outro problema. Sua voz já não ajuda muito, e pra piorar resolveram fazer malabarismos vocais desnecessários. Beyoncé vai muito bem, e tirando o clima meio anos 80 que permeia a faixa (exceção aos poucos momentos de lucidez em que a canção realmente atinge o tom sombrio que lhe é exigida), a coisa toda soa bem. O pior de tudo é que André teve mais espaço que a Beyoncé. Genial...

Agora, eu gostaria de saber se o Jay-Z é amigão do André, se o André detinha algum segredo de alguém, ou se alguém foi idiota o bastante para realmente acreditar que ele acrescentaria alguma coisa. Uma chance de fazer um tributo indireto e fazer um revival da grande obra de Amy foi decepcionante aqui. Um verdadeiro desserviço aos fãs de Amy, Beyoncé e da música em geral.

Se você é fã da Amy, apenas espere algum lançamento póstumo. É o máximo que você vai conseguir de positivo vindo de seu espólio...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Aconteceu - Boletim Musical (23/05/2012)

"Axl Rose caiu do palco no final do show"


Ele só estava acompanhando a carreira dele...


"Pai de Justin Bieber diz que cantor ainda tem medo do escuro"



...

"Jimi Hendrix será interpretado por André 3000, do duo Outkast, no cinema"


Agora sim o Jimi tem um bom motivo pra sair quebrando guitarras por aí.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

AMR - Tightrope (Janelle Monáe)

Análise: Segundo single do álbum The ArchAndroid (Suites II and III), da cantora Janelle Monáe com participação do rapper Big Boi. Lançado em Fevereiro de 2010.



Janelle... Janelle??

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Antes tarde do que nunca! 

Não é só de Rihannas, Britneys e outros exemplares de Pop menos cotados que vive o mundo da música. Se você não suporta este R&B pseudomoderno da Rihanna, o fato da Britney não saber cantar e a Katy Perry começar a encher o saco, você tem alternativas mais musicalmente saudáveis. Claro que não estou pregando aqui a salvação universal do mundo da música, mas já é um começo. Você pode continuar ouvindo o seu ridículo "delícia, assim você me mata"...

Janelle Monáe (um dos nomes de artistas mais esquisitos de já conheci desde a Estelle Fanta) é uma moça do Kansas que, quando mais jovem, se mudou par Nova Iorque para estudar arte. Por lá, acabou esbarrando no rapper Big Boi (do sumido Outkast), que colocou a garota na direção de Sean Combs (o nominalmente indeciso rapper Puff Diddy). Combs resolveu verificar o portfólio de Janelle no MySpace e gostou do que viu. Ela então assinou com o gravadora de Combs, a Bad Boy Records e iniciou seu jornada musical.


Saído do primeiro álbum da moça, "Tightrope" é um Funk Soul bem animado e contagiante. De uma certa maneira, podemos considerá-la uma espécie de James Brown deste tempo - tanto no contágio de seu som quanto nos interessantes passos de dança. Projetos deste tipo tendo algum tipo de investimento e destaque é realmente de surpreender. É divertido e bem feito - o inverso de muita coisa por aí que ganha destaque por motivos errados (não é, Rihanna?).

Digamos que ela possa meio que ser considerada underground quando consideramos a atual situação do maintream. Mas o que é realmente gozado (ou não) é que você geralmente encontra muito mais criatividade e diversão neste pessoal - Sara Bareilles, Ingrid Michaelson, Kate Voegele... enfim, são muitas. Mas a Janelle tá em outra onda. Enquanto as citadas seguem uma linda mais Indie Pop, temos um puro exemplar do Funk vivo nos dias de hoje!

A batida de fundo parece ser uma versão acelerada da batida de fundo da canção "Hey Ya!" (influência do Big Boi?), que era um projeto igualmente divertido, mas que no fundo acabou não se sustentando e indo parar sabe-se lá onde. De qualquer maneira, Janelle (que é o que de melhor o Puffy Daddy fez em toda a sua vida) não será uma grande artista do mainstream, pode até acontecer, mas acho difícil. Mas não acho que ela deva realmente ligar para isso: hoje em dia ser do mainstream significa, em grande parte das vezes, perder a graça e os atrativos. Hoje em dia?