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quarta-feira, 29 de maio de 2013

AMR - We Are Never Ever Getting Back Together (Taylor Swift)

Análise: Primeiro single do álbum Red, da Taylor Swift. Lançado em Agosto de 2012, alcançou #1US e #4UK.



Não tinha um nome mais comprido?

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Não. Sobre o nome da canção, não estamos falando sobre um novo single do Fall Out Boy ou do Panic at The Disco. Pelo visto, eles não são os únicos sem noção que gostam de colocar extensos nomes em suas obras. Reconheço que as motivações aqui são diferentes. Mas...


O fenômeno da música Pop e Country, Taylor Swift, continua na ativa. E pelo que posso ver, sem Kanye West para deixar a coisa constrangedora! Red, seu quarto álbum, continua seguindo a linha de sucesso dos antecessores. Swift mantém uma média de 5 milhões de cópias por álbum, bem coeso para um artista com menos de 10 anos de carreira e que não canta coisas tão populares (vide Rihanna, Madonna, Aguilera e o sexismo exacerbado).




O que Swift trouxe é algo diferente do seu habitual substrato de Country. Seu Country jovem passou para um Pop, que aliás tem uns bom elementos semelhantes ao single "Don't Tell Me" da Madonna (que coincidentemente é um Country). Também temos alguma coisa do novo single da Avril Lavigne, o "Here's to Never Growing Up" (que foi lançada depois, verdade seja dita). Ou seja: uma massaroca de estilos e referência involuntárias (eu acho). Honestamente, não ficou ruim. Agrada aos fãs dela (eles gostando ou não, se é que me entende) e não é uma força negativa neste sentido.

O problema é que, apesar de não ser ruim, não sai deste campo. Ou seja, apenas não é ruim não significa ser realmente bom, produtivo. Quando algo é recomendável apenas para fãs ou iniciados, é porque faltou algo. Talvez não seja a intenção dela agradar a todos. Mas pode ter certeza que é intenção da gravadora agradar e render...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

AMR - Here's to Never Growing Up (Avril Lavigne)

Análise: Primeiro single do próximo álbum de inéditas da Avril Lavigne. Lançado em Abril de 2013, alcançou #52US e #17CAN.



Parece mesmo que a regra se aplica a ela...

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Garota canadense e loira de tenra idade que ganha precocemente o mundo com suas canções Pop grudentas. Não, não estou falando do Justin Bieber. Aliás, se podemos traçar uma diferença entre eles, é que as canções da Avril não eram tão chatas e infantiloides quanto a sua contraparte genérica. Sempre imaginei difícil outro artista superar a besteira que foi "Sk8er Boi", até ouvir "One Less Lonely Girl". De menina revoltada e esqueitista (sim, a grafia é esta) para mini paquita. Se o Rock já foi Progressivo, o Pop está sendo Regressivo...

Você com certeza foi inundado até o topo da paciência com "Complicated" e "Girlfriend", os maiores exemplos do Pop que Avril pode proporcionar. E também ficou de saco cheio de tanto ouvir os uivos incessantes dela no single "Cheers (Drink to That)" da Rihanna. Enfim, não há como escapar: você já ouviu Lavigne por tempo o suficiente para ter conhecimento de quem ela é. Ao menos ela tem o mérito de ter conseguido isso apenas com música, ao contrário da Britney Spears que, também aos 17 anos, precisou do escândalo e polêmica que seu ensaio fotográfico na revista Rolling Stone proporcionou (ela deve agradecer de joelhos, pois este ensaio a catapultou junto com seu álbum de estreia).


Aliás, ela está a tanto tempo em nossos ouvidos que é até difícil acreditar que ela ainda nem tenha 30 anos. Ela está com a mesma cara desde os 17 anos. Isso é um feito que muitas por aí adorariam poder realizar (acho que até mesmo a já citada Spears). Mas se ela não envelhece, e sua música? E o Pop adolescente revoltado do início, será que fica mais maduro, mais ranzinza, mais prostático, digamos assim? Pelo que tivermos em "What The Hell", não houve grande evolução...

"Here's to Never Growing Up" não traz inovações, temos a mesma Avril, com seu mesmo estilo e uma estrutura musical específica. Se não fosse o clima mais anárquico, teríamos uma espécie de continuação de "Complicated", só que inferior. De uma certa maneira, esta é uma canção um tanto simplista, com ênfase nas batidas e nos vocais de fundo - Avril cantando e o coro ao fundo reforçando suas palavras. Pode agradar bem aos fãs, mas não há nada aqui que converta alguém ou chame a atenção.

Não vai ser desta vez (pelo menos não com este single) que Lavigne vai chamar a atenção. "Girlfriend" fez muito bem este trabalho, mas por seu dinamismo e presença. E por enquanto, nada temos de nenhum dos dois. Vendo como exemplo do que ocorreu com Macklemore (que explodiu apenas no quarto single do seu álbum), talvez possamos ter algo mais interessante. Esperar e ver (ou ouvir).