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sexta-feira, 21 de junho de 2013

AMR - What About Us (The Saturdays)

Análise: Single do EP Chasing the Saturdays, do grupo The Saturdays. Lançado em Dezembro de 2012, alcançou #1UK.



É... dão um caldo...

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A Inglaterra tem uma propensão incrível a gostar de grupelhos vocais. Westlife, Five, Spice Girls, Girls Aloud e mais uma infinidade que não vale apena citar são sucesso garantido entre os súditos da rainha. No final dos anos 90 em diante, este estilo musical dominou as paradas. Hoje em dia não é tão forte, mas ainda existem representantes dos movimentos.

E um destes representantes é o grupo The Saturdays. Criado em 2007, tem integrantes que com idades que variam dos 23 anos até os 31 e apenas dois dos quinze singles lançados no Reino Unido não foram top 10 nas paradas. Certamente é o tipo de coisa que deixa Liam Gallagher e seu Beady Eye tão furiosos...


E após seis anos de existência, elas finalmente alcançaram o topo com o single "What About Us". Uma canção puxada para o Electropop, porém com uso abusivo do artifício do de quem não sabe cantar: o Auto-tune. De qualquer forma, é uma canção interessante. Especialmente para quem gosta deste tipo de som.

Não são o futuro da música nem vão melhorar nada no combalido mercado atual. Mas dá pra se divertir. Mas devo lembrar que só vai funcionar para iniciados e simpatizantes. Caso contrário, volte para o Rock, ou o Blues, Jazz, Frevo, e até o odioso Sertanejo Universitário. Cada um é cada um...

sábado, 6 de abril de 2013

AMR - Trouble (Leona Lewis)

Análise: Primeiro single do álbum Glassheart, da Leona Lewis. Lançado em Outubro de 2012, alcançou #7UK.



27 mil cópias? É, trouble...

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A vencedora da terceira temporada do X-Factor, Leonal Lewis, alcançou o topo do mundo quando lançou seu single "Bleeding Love". Com o álbum Spirit (que teve envolvido em sua produção uma infinidade de gente) vendeu mais de 8 milhões de cópias no mundo, sendo 3 milhões só na Inglaterra. O citado single foi produziu pelo redundante Ryan Tedder e foi a porta de entrada da moça ao show business.

Após este início arrebatador, Lewis produziu mais alguns grandes hits na Inglaterra, mas nada tão memorável, pelo menos nada perto do supracitado single - podemos citar a excelente "Better in Time", que não foi tão bem nas paradas, mas que em nível qualitativo foi o que de melhor Leona produziu até hoje. Nos Estados Unidos ela permanece um tanto ignorada, fazendo parte da lista de artistas ingleses que não conseguem adentrar com sucesso o mercado do Tio Sam - como o Robbie Williams, por exemplo.


Mas não é necessário que um artista faça sucesso neste outro país para se considerar bem sucedido, o próprio Williams (apesar de ter voltado a tocar com sua antiga banda, num sinal de cansaço, desgaste da carreira solo - para depois seu ego inflar o bastante para não se permitir ficar) sempre se manteve em alta em seu próprio país. Ele não é obrigado a mais que isso, uma vez que no Brasil não é necessário que nossos artistas estourem lá fora. O fato é que Leona é estava bem na Inglaterra. Estava. Seu último álbum, Glassheart, vendeu menos de 30 mil cópias por lá. Situação complicada. Mas, indo para o single principal, vem a pergunta: ela ainda merece algum destaque?

"Trouble" teve tantos produtores e compositores adjuntos que nem vale apena citá-los (até porque não há ninguém famoso ou de importância envolvido nesta parte, com exceção da própria Leona). A canção já vinha sido trabalhada desde 2009 por parte dos produtores, sendo amadurecida durante todo este período. Ou seja, uma grande demanda de pessoal e um logo período de trabalho. Muitas vezes isso costuma gerar um problema...



Mas o que temos aqui é o contrário. É um trabalho realmente muito bom, um clima diferente, algo tão bom quanto "Better in Time", sem a obviedade e melosidade de "Bleeding Love". Os instrumentos, com uma bela melodia construída no piano, sendo encoberta por uma batida tensa, deram um toque especial. Fora o desempenho nas paradas, com #7UK. Merecia mais, mas como não havia o viés apelativo enquanto single hit que é alvo dos executivos das gravadores, infelizmente não foi tão longe.

Acredito que Leona pode ir mais longe. Com tantos grupos femininos da música inglesa que demoram pra conseguir resultados relevantes, mas conseguem - Sugababes, Girls Aloud, por exemplo. Leona ainda está no começo, vamos esperar...


domingo, 19 de agosto de 2012

AMR - Coincidências 9

Nem sempre a "inspiração" para a criação de um novo projeto acaba vindo lá do fundo do baú (ou até em alguns casos, do fundo do poço mesmo). As coincidências e inspirações (ou pesquisas, como preferem chamar por aí) também podem acabar vindo de um lugar não tão distante no tempo. Afinal, todos nós sabemos que se tem algo que os novos artista (não todos, eu sei, mas a maioria) sabe fazer é reciclagem. A criação em si já não tem mais o apelo necessário - a "inovação" do que já foi feito parece ser mais fácil e/ou barato.

Podemos falar do já saturado caso do George Harrison e "My Sweet Lord", mas seria chover no molhado, de qualquer maneira...


Um grupo que costuma ser muito criativo é o Indie. Este pessoal que faz uma música diferenciada, distante do costumeiro mundo Pop e de consumo rápido consegue criar algumas pérolas. E isso não é de hoje: The Moles (grupo criado pela banda Simon Dupree and the Big Sound) fizeram exatamente isso no final dos anos 60 e soou muito interessante, apesar de não terem passado disso e terem continuado com outro nome e outra ideia. O fato é que um dos frutos das últimas safras do Alternativo é Marina, referenciada como Marina and the Diamonds. Cantora galesa de 26 anos, iniciou carreira em 2007 e chegou a chamar a atenção com o single "I Am Not a Robot", em 2010.

Como é de costume no mundo da música, o pessoal Indie é desconhecido da grande massa e acaba, em boa parte dos casos, adquirindo o status cult. São três opções: 1 - ou fica muito famoso e deixa a camada Alternativa para algo mais comercial; 2 - consegue tal notoriedade que conquista um invejável status cult; 3 - continua fazendo sua música sem grandes progressos, mas sem se render a um "populismo" musical.

Seu sucesso atual é a canção "Primadonna", lançada agora em Março. A canção chegou a #11UK. Nada mal para uma cantora da categoria Indie...



Um bom tempo depois de as Spice Girls fazerem seu sucesso pela Inglaterra, vários outros grupos pipocaram por lá, sem grande repercussão pelo mundo - os ingleses curtem bastante  boy band e girl group. Dentre eles, o Atomic Kitten, Sugababes, The Saturdays, Stooshe e o Girls Aloud. Já ouviu falar de alguma delas? Muito provavelmente não, mas se falarmos em Spice Girl você com certeza sai dançando "Wanna Be" pela casa.

Um destes grupos, o Girls Aloud, é um grupo bem popular por lá e de seus 21 singles, apenas um não entrou no top 10 da Inglaterra (dentre estes, até mesmo um single com as Sugababes). Atualmente encontrasse em hiato e uma de suas componentes, Cheryl Cole, está tratando de sua carreira solo desde 2009. A cantora tem tido um certo destaque solo e  até mesmo uma participação de Will.I.Am em um single. Destaque para "Fight for This Love", sucesso de 2009.



"Fight for this royalty..."

A melodia é realmente muito parecida, até em alguns momentos parece que Marina vai cantar algum trecho de "Fight For This Love". A proximidade em épocas de lançamento também é muito semelhante, o que pode nos fazer supor que existiu algo inconsciente aí no meio. Não podemos claro falar diretamente de Marina, pois ela não teve envolvimento na produção da canção - ela apenas participou da confecção da letra.

São duas canções boas, mas se for para colocar uma do lado da outra, com certeza "Fight For This Love" sagraria-se campeã. O clima criado na canção é mais atraente e voz de Cole é mais chamativa, com um pequeno tom intimista. Agora falando sobre a Marina: ela é uma boa cantora, tem um futuro legal e eu prefiro "Oh No!", onde ela mostra seus vocais de maneira interessante e um single muito bom.