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sexta-feira, 16 de julho de 2010

AMR - Power (Kanye West)


Análise: Primeiro single do álbum
Good Ass Job do Kanye West. Lançado agora no começo de Julho, alcançou #22US.


Cara, o Kanye West acaba de ler minha mente! (tirando a coroa, é claro)


E a da Taylor Swift também!

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Depois de chorar rios lacrimosos com o fim de seu casamento e de revolucionar criando o Hip-Hop Emo em 808s & Heartbreak, Kanye West está de volta com um novo álbum. Good Ass Job mostra Kanye West, mais uma vez, falando sobre algo que ele definitivamente ama mais do que qualquer coisa nesta vida: ele mesmo. Se no álbum anterior ele falava sobre seus sentimentos arruinados, parece que no atual ele pretende falar sobre seus demônios (ou não).

Primeiramente, West queria resgatar o (péssimo) costume de samplear os clássicos. Neste caso, "Power" contém partes da canção "21st Century Schizoid Man", de uma notória banda de Rock Progressivo, o King Crimson - ainda na época em que Greg Lake (do Emerson Lake and Palmer) assumia os vocais e baixo. Não que este projeto tenha um sample realmente substancial, mas acredito que já seja o suficiente para irritar os roqueiros mais assíduos.

Outro fato aborrecedor é que esta canção lembra muito a recente "Not Afraid" do Eminem, pelos vocais frenéticos e ritmo um tanto confuso. West co-produziu a faixa com o produtor S1 (que deve ser o irmão Hip-Hop do Emocore S2). Bem, ao menos não foi apenas culpa do Kanye, mas até mesmo sem querer ele acaba não sendo original.

E andam dizendo que este álbum vai ser o melhor do Kanye e que esta faixa vai ser melhor do que trabalhos como "Stronger". Só digo uma coisa: não só dificilmente Kanye vai conseguir fazer algo melhor do que aquilo como esta canção está longe de ser relevante. Mais parece uma faixa pra encher linguiça. Talvez se ele tivesse cantado em vez do rapping e tivesse se entupido de Auto-Tune, não seria tão ruim - na verdade, não sei o que é pior.

Agora, falando em falta de originalidade, vamos fazer uma continha básica:

Logo no final do cálculo, temos a capa alternativa do single, onde West supostamente mostra o que ele pensa sobre si mesmo às vezes:

Clique para ampliar!

Agora, um comentário a parte. Kanye West é um dos artistas mais idiotas e presunçosos da face da Terra. Alguém que não consegue olhar para nada além de seu umbigo. Deixa seu ego (que não tem motivo nenhum de ser) dominar e fazer uma cagada atrás da outra. Tudo para depois pedir desculpas de alguma maneira e tornar a fazer as cagadas de novo. Do que adianta você erradar, pedir desculpas e repetir os atos? De nada vale adquirir notoriedade e não ter a humildade para ser um artista de verdade. Atos como o que foi feito com Taylor Swift jamais precisaram ser feitos por Michael Jackson, Stevie Wonder, Eric Clapton ou qualquer outro grande artista que não tenha ganho algum prêmio ou coisa parecida.


"Ter cabeça: é pra quem pode!"

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AMR - Love Lockdown (Kanye West)

Análise: Primeiro single do álbum 808's & Heartbreak do rapper Kanye West. Lançado em Setembro de 2008, alcançou #3US e #8UK.


Acredito que o balão murcho represente a moral do Kanye West...

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Então quer dizer que o grande e notório rapper Kanye West, aquele que é sempre referido como um dos melhores no seu ramo e que fez pérolas como The College Dropout, acabou fazendo um álbum sem o supracitado selo "Parental Advisory - Explicit Content" e chora por ter sido deixado por uma mulher?? Ah, fala sério vai...

Deixando o álbum de lado e partindo para seu primeiro single, digo que é uma canção muito interessante em vários aspectos. Primeiramente, tudo é baseado no fim do casamento do rapper com Alexis Phifer - fora que a mãe do cara, Donda West, havia falecido naquela época. No vídeo-clipe, West está choramingando pelos cantos, enquanto tribos africanas aparecem várias vezes, "dançando" e etc. Uma espécie de confusão mental por excesso de tristeza, uma possível tentativa de Kanye de mostrar como estava sua mente naquelas épocas.


West acabou virando um adepto do chororô com este single (o que não é usual para um rapper, pelo menos se tratando de assuntos sentimentais). E para tornar as coisas ainda mais variadas e até surpreendentes: esta é uma canção "cantanda". Não há rap, apenas canto. É mais do que óbvio que Kanye se utilizou de ferramentas praguejáveis como o Auto-tune (ferramenta master de quem não sabe cantar e nem tá perto disso mas ainda sim quer enganar uns trouxas para conseguir uns trocados), mas ainda sim não deixa de ser algo interessante. Kanye fez uma espécie de Rap-Emo ou coisa do tipo - é realmente novidade demais. É mais ou menos como se o Mike Shinoda do Linkin Park resolvesse ouvir Fresno ou NX Zero.

As batidas iniciais lembram um coração descompassado, o que deve representar o que Kanye estava sentindo com relação ao fim de seu casamento. O piano é intimista e invocado ao mesmo tempo, mostrando os momentos de tristeza e raiva do rapper. E por fim, batidas tribais. A impressão que dá é que Kanye resolveu afogar as mágoas na Bahia e acabou ouvindo o Olodum em algum lugar. Como se trata do Brasil, e quase todo mundo fora daqui pensa que aqui só tem índio e mato, a parte das batidas são representadas por índios africanos (hauahuahaa...).


Enfim, o clipe é bem feito e interessante. Simplista e mostrando uma humildade anormal e nada usual de Kanye West (o que, além de ser novamente mais uma grande novidade, é um verdadeiro milagre). Ele canta em vez de fazer Rap, com a voz modificada pelo Auto-tune, que na verdade só costuma estragar as vozes e, olhem só: Kanye cantando com a voz estragada soa melhor do que fazendo Rap com sua voz normal. Que contra-senso!

Tá ruim mas tá bom!