quinta-feira, 20 de outubro de 2011

AMR - 50's Jukebox 3

Artista: Neil Sedaka (13/03/1939)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Pop, R&B, Rock
Hits: "Oh! Carol", "Calendar Girl", "Breaking Up is Hard to Do", "Laughter in The Rain", "Bad Blood"
Hit da Jukebox: "Oh! Carol" (1958, 9#US)


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Antes de mais nada, quero mostra que esta música é um exemplo de como um artista tem o poder de contagiar tudo a sua volta com sua arte de maneiras diferentes e complexas. Explicarei o motivo desta observação após a dissertação a respeito deste single...

Neil Sedaka, na minha opinião, é um dos melhores músicos internacionais que já ouvi. Apesar de nunca ter ouvido mais do que 1/10 de sua obra, posso fazer esta afirmação baseando me em suas qualidades musicais, em seus atributos como artista. Sua voz suave e agradável, suas lindas letras e sua habilidade peculiar no piano são, somados à sua natureza em produzir canções Pop bem envolventes, um grande diferencial que se torna cada vez mais raro no mundo da música. Quem já ouviu, por exemplo, a primeira versão de "Breaking Up is Hard to Do" consegue entender basicamente isso.


A canção "Oh! Carol" foi o primeiro single de Neil. Escrita por Sedaka e o compositor Howard Greenfield, a canção entrou para o Top 10 nos EUA e pôs esta figura carismática no mapa musical. Aliás, a canção foi lançada como single sem ter saído em nenhum álbum. Três anos depois foi lançada no álbum Neil Sedaka Sings Little Devil and His Other Hits - a canção era, digamos, auto-sustentável. Neil chegou até mesmo a lançar uma versão em hebreu!

Mas o fato mais interessante e que me levou àquela divagação no início do texto é o seguinte: a Carol que inspirou a letra da canção não é ninguém mais ninguém menos que Carole King! E não foi uma mera homenagem a uma amiga ou uma paixão platônica. Neil e Carole foram namorados e ele acabou (estranhamente com ajuda do Howard) escrevendo uma canção sobre seus sentimentos. O engraçado é que Carole lançou, em 1963, uma resposta para a melada declaração de Neil, intitulada "Oh Neil". Fora que, pelo que andei lendo, quando "Oh! Carol" estourou
, Carole já estava casada.

Carole King, uma das melhores compositoras internacionais inspirou um dos maiores compositores a escrever uma pérolas nos distantes anos 50. Isso que eu chamo de exalar talento pelos poros...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

AMR - Can a Drummer Get Some? (Travis Barker)

Análise: Primeiro single do álbum Give the Drummer Some, do baterista Travis Baker, do Blink-182. Lançado em Fevereiro.


Hum, talvez...

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O Blink-182 era (ou é, já que estão voltando) uma banda legal. Tinham canções interessantes e atitudes inusitadas e divertidas. Porém, por um lado, quem pode ser considerado um cara legal de verdade é seu baterista, Travis Baker. Certa vez, no começo da carreira, o Blink-182 ia fazer um show, quando foi abandonados pelo baterista e Travis assumiu as baquetas e teve de aprender o set todo do espetáculo em aproximadamente 25 minutos antes de pisar no palco. É... além de um cara legal, ele entende bem da coisa.

Logo após o fim do Blink-182 em 2005, Travis se envolveu em vários projetos, como por exemplo a banda +44 (que também tinha como membro Mark Hoppus, seu antigo companheiro de Blink), que tinha o um single legal ("When Your Heart Stops Beating". Fora seu envolvimento com vários artistas do Hip Hop, que influenciou bastante no seu projeto solo. O álbum recebeu o nome de Give the Drummer Some e contou com a participação de artistas como Ludacris, Lil Wayne, Pharrell, Snoop Dogg, Lupe Fiasco e Swizz Beatz. Ou seja: analisando este cast, imagina-se que o resultado final do projeto é uma bela merda...


E ouvindo "Can a Drummer Get Some", apenas ouvimos um tipo peculir: um Rock meio desolado, alternativo, em meio aos "relatos" tradicionais dos rappers. Lil Wayne, Rick Ross, Swizz Beatz e Game estiveram nesta "pérola", o que dá a impressão de haver muito mais gente do que deveria. Talvez apenas um deles fosse o bastante para dar o recado da maneira correta e encerrar a conta. Mas como Barker é muito amigo desse pessoal, ele resolveu encher o estúdio. Claustrofobia pura...

Nada de novo saiu daqui e nem era de se esperar. Travis Barker é apenas um bom baterias com grande inclinação para o Rap e Hip Hop e que quis lançar um projeto no ramo. Não é algo vistoso e ele sabe disso - e obviamente não era intenção nem pretensão dele ser algo grande. Quem gosta muuuuuito deste estilo ou é chegado em um dos artistas envolvidos pode ouvir sem riscos. Agora, o resto do mundo pode esperar a volta do Blink-182...

domingo, 16 de outubro de 2011

Aconteceu - Boletim Musical (16/10/2011)

"Shakira é nomeada assessora de Barack Obama"


Vai ser uma assessora muito "loca, loca, loca"!

"Conrad Murray será julgado por fãs de Michael Jackson"


Oito dos 12 jurados escolhidos para julgar o médico são fãs assumidos do cantor que faleceu a 25 de Junho de 2009...

É, tá ferrado (pra não dizer outra coisa).

"Barriga deformada de Beyoncé gera polêmica"


Afinal, o Jay-Z tem mais o que fazer (tipo fazer rimas prepotentes de Rap) do que engravidar sua mulher (a Beyoncé!!)...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 02/10


A última noite do festival foi um encerramento meio morno, uma ducha de água fria. Os Guns não são mais os mesmos - e acho que nunca foram de fato, graças à megalomania de seu líder, Axl Rose. Pitty e Detonautas não são lá grandes exemplos do que nossa música tem de melhor. O Evanescence voltou da terra dos mortos e de Rock mesmo só tivemos o System of a Down. Vamos lá né...

Detonautas


O ponto alto do show do Detonautas foi o momento onde Tico Santa Cruz (utilizando uma máscara semelhante à do filme V de Vingança) começou com um discurso político. Música também é isso aí. Assim como foi o discurso e o coro especial para o Sarney foram o ponto alto do show do Capital Inicial, este aqui foi o ponto alto do show do Detonautas. E o resto? Bem, o resto é resto.

Obs: Ei, Sarney. Vai tomar no cu.


Pitty


Cara, eu clamei por Rock nesta edição do festival, mas acho que não levaram a sério. A Pitty não é bem Rock. Ela é Fail Rock. É realmente difícil vê-la como uma atração deste tipo. Não tenho certeza se Rock e baiano combina (afinal, nunca vi uma guitarra de uma corda só nem berimbau plugado numa caixa). Enfim, para quem gosta, foi algo de bom tamanho - e ela tocou sua melhor música, "Na Sua Estante".

Obs: Momento sintomático - Pitty cantando a linha "Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia"...


Evanescence


Meu! Eu nem sabia que a banda ainda estava na ativa! Com mais um sub gênero do Rock, o Evanescence mandou todo seu repertório para os metaleiros. Bom, isso com certeza dividiu a galera: alguns consideraram válido, outros não. É como quem ouve coisas como Natiruts ou Chimarruts e quer convencer quem ouve Reggae de verdade de que aquilo faz parte do conjunto.

"Going Under", "My Immortal", "Call Me When You're Sober" e "Bring Me To Life" estiveram ali para quem curte a banda. E, devo dizer, é muito melhor e faz muito mais sentido que Nx Zero e Cláudia Leitte...



System of a Down


Para quem gosta do Rock de peso, a banda foi a verdadeira salvação. É Rock que querem? É Rock que terão. E foi isso que aconteceu. Grandes canções como "B.Y.O.B." e "Lonely Day" foram executadas - isso dentre 29 canções!!! Muito provavelmente isso foi para compensar a ausência, a falta de substância roqueira que se absteve nesta edição do festival. Medina deve (e é muito provável que acontece) chamar a banda na próxima edição do festival. Isto fará vários roqueiros felizes e vários axezeiros (essa palavra existe?) gritar de dor de ouvido!


Guns and Roses


Tirando duas ou três músicas, o Guns não é lá grande coisa. Tirando o Slash então, nem se fala. Axl Rose (num misto de Ronald McDonald com Gene Kelly em Dançando na Chuva) mandou clássicos como "Welcome to the Jungle", "Sweet Child O' Mine" e "Paradise City". As salvadoras "November Rain" e "Patience" também estiveram presentes. Fora covers como "Live and Let Die" do Paul McCartney e a óbvia "Knockin' On Heaven's Door" do Bob Dylan.

Os nostálgicos fãs do Guns devem ter gostado (ou não). De qualquer maneira, isso foi Rock e é a proposta do festival. Infelizmente isso foi poucas vezes atendido por estas bandas. Não posso deixar de dar os parabéns ao Axl por isso...


E em 2013 vai haver outro destes aqui. Bem, vamos ver o que vai acontecer. Medo!

Obs: Por que Eric Clapton não aproveitou a onda e não participou? Ele poderia ser um dos grandes salvadores do festival ao lado dos amigos Elton John e Stevie Wonder...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sebo - Eu Comeria...

http://www.jacarebanguela.com.br/2011/10/03/eu-comeria/

Endosso todas as palavras, vírgulas e pontos do Jacaré Banguela.