quarta-feira, 19 de outubro de 2011

AMR - Can a Drummer Get Some? (Travis Barker)

Análise: Primeiro single do álbum Give the Drummer Some, do baterista Travis Baker, do Blink-182. Lançado em Fevereiro.


Hum, talvez...

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O Blink-182 era (ou é, já que estão voltando) uma banda legal. Tinham canções interessantes e atitudes inusitadas e divertidas. Porém, por um lado, quem pode ser considerado um cara legal de verdade é seu baterista, Travis Baker. Certa vez, no começo da carreira, o Blink-182 ia fazer um show, quando foi abandonados pelo baterista e Travis assumiu as baquetas e teve de aprender o set todo do espetáculo em aproximadamente 25 minutos antes de pisar no palco. É... além de um cara legal, ele entende bem da coisa.

Logo após o fim do Blink-182 em 2005, Travis se envolveu em vários projetos, como por exemplo a banda +44 (que também tinha como membro Mark Hoppus, seu antigo companheiro de Blink), que tinha o um single legal ("When Your Heart Stops Beating". Fora seu envolvimento com vários artistas do Hip Hop, que influenciou bastante no seu projeto solo. O álbum recebeu o nome de Give the Drummer Some e contou com a participação de artistas como Ludacris, Lil Wayne, Pharrell, Snoop Dogg, Lupe Fiasco e Swizz Beatz. Ou seja: analisando este cast, imagina-se que o resultado final do projeto é uma bela merda...


E ouvindo "Can a Drummer Get Some", apenas ouvimos um tipo peculir: um Rock meio desolado, alternativo, em meio aos "relatos" tradicionais dos rappers. Lil Wayne, Rick Ross, Swizz Beatz e Game estiveram nesta "pérola", o que dá a impressão de haver muito mais gente do que deveria. Talvez apenas um deles fosse o bastante para dar o recado da maneira correta e encerrar a conta. Mas como Barker é muito amigo desse pessoal, ele resolveu encher o estúdio. Claustrofobia pura...

Nada de novo saiu daqui e nem era de se esperar. Travis Barker é apenas um bom baterias com grande inclinação para o Rap e Hip Hop e que quis lançar um projeto no ramo. Não é algo vistoso e ele sabe disso - e obviamente não era intenção nem pretensão dele ser algo grande. Quem gosta muuuuuito deste estilo ou é chegado em um dos artistas envolvidos pode ouvir sem riscos. Agora, o resto do mundo pode esperar a volta do Blink-182...

domingo, 16 de outubro de 2011

Aconteceu - Boletim Musical (16/10/2011)

"Shakira é nomeada assessora de Barack Obama"


Vai ser uma assessora muito "loca, loca, loca"!

"Conrad Murray será julgado por fãs de Michael Jackson"


Oito dos 12 jurados escolhidos para julgar o médico são fãs assumidos do cantor que faleceu a 25 de Junho de 2009...

É, tá ferrado (pra não dizer outra coisa).

"Barriga deformada de Beyoncé gera polêmica"


Afinal, o Jay-Z tem mais o que fazer (tipo fazer rimas prepotentes de Rap) do que engravidar sua mulher (a Beyoncé!!)...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 02/10


A última noite do festival foi um encerramento meio morno, uma ducha de água fria. Os Guns não são mais os mesmos - e acho que nunca foram de fato, graças à megalomania de seu líder, Axl Rose. Pitty e Detonautas não são lá grandes exemplos do que nossa música tem de melhor. O Evanescence voltou da terra dos mortos e de Rock mesmo só tivemos o System of a Down. Vamos lá né...

Detonautas


O ponto alto do show do Detonautas foi o momento onde Tico Santa Cruz (utilizando uma máscara semelhante à do filme V de Vingança) começou com um discurso político. Música também é isso aí. Assim como foi o discurso e o coro especial para o Sarney foram o ponto alto do show do Capital Inicial, este aqui foi o ponto alto do show do Detonautas. E o resto? Bem, o resto é resto.

Obs: Ei, Sarney. Vai tomar no cu.


Pitty


Cara, eu clamei por Rock nesta edição do festival, mas acho que não levaram a sério. A Pitty não é bem Rock. Ela é Fail Rock. É realmente difícil vê-la como uma atração deste tipo. Não tenho certeza se Rock e baiano combina (afinal, nunca vi uma guitarra de uma corda só nem berimbau plugado numa caixa). Enfim, para quem gosta, foi algo de bom tamanho - e ela tocou sua melhor música, "Na Sua Estante".

Obs: Momento sintomático - Pitty cantando a linha "Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia"...


Evanescence


Meu! Eu nem sabia que a banda ainda estava na ativa! Com mais um sub gênero do Rock, o Evanescence mandou todo seu repertório para os metaleiros. Bom, isso com certeza dividiu a galera: alguns consideraram válido, outros não. É como quem ouve coisas como Natiruts ou Chimarruts e quer convencer quem ouve Reggae de verdade de que aquilo faz parte do conjunto.

"Going Under", "My Immortal", "Call Me When You're Sober" e "Bring Me To Life" estiveram ali para quem curte a banda. E, devo dizer, é muito melhor e faz muito mais sentido que Nx Zero e Cláudia Leitte...



System of a Down


Para quem gosta do Rock de peso, a banda foi a verdadeira salvação. É Rock que querem? É Rock que terão. E foi isso que aconteceu. Grandes canções como "B.Y.O.B." e "Lonely Day" foram executadas - isso dentre 29 canções!!! Muito provavelmente isso foi para compensar a ausência, a falta de substância roqueira que se absteve nesta edição do festival. Medina deve (e é muito provável que acontece) chamar a banda na próxima edição do festival. Isto fará vários roqueiros felizes e vários axezeiros (essa palavra existe?) gritar de dor de ouvido!


Guns and Roses


Tirando duas ou três músicas, o Guns não é lá grande coisa. Tirando o Slash então, nem se fala. Axl Rose (num misto de Ronald McDonald com Gene Kelly em Dançando na Chuva) mandou clássicos como "Welcome to the Jungle", "Sweet Child O' Mine" e "Paradise City". As salvadoras "November Rain" e "Patience" também estiveram presentes. Fora covers como "Live and Let Die" do Paul McCartney e a óbvia "Knockin' On Heaven's Door" do Bob Dylan.

Os nostálgicos fãs do Guns devem ter gostado (ou não). De qualquer maneira, isso foi Rock e é a proposta do festival. Infelizmente isso foi poucas vezes atendido por estas bandas. Não posso deixar de dar os parabéns ao Axl por isso...


E em 2013 vai haver outro destes aqui. Bem, vamos ver o que vai acontecer. Medo!

Obs: Por que Eric Clapton não aproveitou a onda e não participou? Ele poderia ser um dos grandes salvadores do festival ao lado dos amigos Elton John e Stevie Wonder...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sebo - Eu Comeria...

http://www.jacarebanguela.com.br/2011/10/03/eu-comeria/

Endosso todas as palavras, vírgulas e pontos do Jacaré Banguela.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 01/10


Skank, Maroon 5, Coldplay e até mesmo um resquício do Barão Vermelho pós-Cazuza (por assim dizer). Talvez esta tenha sido uma das noites melhores no quesito qualidade. Tivemos até mesmo uma banda mexicana de Pop Rock! Cool...

Maroon 5


O Maroon 5 é uma banda bem legal. Infelizmente as circunstâncias pelas quais a banda liderada por Adam Levine não foram muito dignas: substitutos de última hora do Jay-Z! Eles deveriam se sentir ofendidos com isso, mas já que esta é uma oportunidade da grande... Tenho certeza de que fizeram um trabalho bem melhor do que o rapper faria.

O Maroon 5 deu um grande espetáculo com clássicos como "Sunday Morning", "Makes Me Wonder", "This Love", "She Will Be Loved", a minha favorita "Wake Up Call" e a nova "Misery". E o melhor de tudo: sem a pretensão sem propósito do Rap!


Skank


Considero o Skank uma das bandas mais interessantes e divertidas do Brasil. Eu considerava criativa também, mas depois que eles plagiaram até Paul McCartney, deixei esta denominação de lado... Enfim, o setlist do Skank simplesmente não apresentou grandes novidades. O repertório incluiu "Vamos Fugir", "Garota Nacional", "Jack Tequila", "É Proibido Fumar" e até "Uma Partida de Futebol". De novidade mesmo apenas "Sutilmente" e "Eu Ainda Gosto Dela" (com participação da Negra Li), ambas do último álbum. Não foi inovador, mas foi bom de qualquer maneira...


Frejat


O Frejat é um bom guitarrista. Como vocalista já é um pouco menos conceitual (principalmente se o colocarmos ao lado do Cazuza - não à toa o Cazuza era o vocal principal). Considerando isso, um show essencialmente de covers não seria lá uma grande ideia. Tim Maia, Cássia Eller, Legião Urbana, Paralamas e até o próprio Cazuza. Tudo entrou no caldeirão. Obviamente ele cantou canções de sua banda, o Barão Vermelho. E apenas uma música não era cover. Então por que o Barão não veio junto? Vai entender...


Coldplay


O bom e velho Coldplay veio tocar no Rock in Rio. Nada mais certo, pois apesar de não serem totalmente Rock, são artistas competentes e bons músicos - talvez um pouco introspectivos demais em seu alternativo um tanto "mainstream", mas o mérito continua intacto. As ótimas "Clocks", "Yellow" e "Viva La Vida" foram executadas para o público do festival. Pena que faltaram "Trouble" e "Don't Panic", excelentes canções do primeiro álbum da banda. Enfim, Coldplay, venham sempre!


Maná


Uma banda de Rock mexicano. Hum, interessante. Os caras até que estavam no lugar certo na hora certa, mas senti falta de alguma coisa. De qualquer maneira, com o nível atual das coisas, estava inteiramente de bom tamanho. Eles mostraram que a cultura mexicana não se resume apenas ao velho chapéu exagerado e tequila. E, tirando o Rock na medida normal da coisa, foi só isso.


Em breve: o desfecho de um dos maiores festivais de Rock do mundo...